Publicado por: STRØNGM@N | 12 maio, 2012

Computadores podem aprender!

Olá caros leitores,

vi essa notícia no site inovação tecnológica  e achei bastante interessante…

Até o início do século 20, a ciência assumia que os seres vivos agiam seguindo alguns reflexos instintivos inatos. Mas Pavlov demonstrou que era possível gerar reações sem o estímulo físico característico.

Ao tocar um sino antes de alimentar os cães, ele demonstrou que, após algum tempo, os cães salivavam apenas ao ouvir o toque da sineta, sem que houvesse nenhuma comida por perto.

A história parece estar se repetindo no campo da eletrônica.

Agora, cientistas da Universidade de Kiel, na Alemanha, construíram uma versão eletrônica do cão de Pavlov: essencialmente, um circuito que “aprende pela experiência”.

“Nós usamos memristores a fim de imitar o comportamento associativo do cão de Pavlov na forma de um circuito eletrônico,” resume o professor Hermann Kohlstedt, coordenador da equipe.

Aprendizado de máquina

As informações digitais e as informações biológicas são processadas seguindo princípios fundamentalmente diferentes.

É por isso que é tão difícil ensinar as coisas aos computadores e aos robôs: eles simplesmente não aprendem pela experiência.

Isso força os humanos a escrevem programas exaustivamente extensos, que devem prever cada situação que o equipamento irá encontrar, em detalhes, dizendo como ele deverá agir em resposta a cada uma dessas situações. Quando alguma coisa sai fora do script, o programa trava ou é encerrado abruptamente.

Assim, estamos longe de podermos falar sobre “processos cognitivos” de um computador ou de um robô.

A replicação do cão de Pavlov em escala eletrônica pode mudar tudo isso ao abrir, pela primeira vez, a possibilidade de se projetar circuitos eletrônicos que imitem o aprendizado animal.

Cognição eletrônica

Enquanto um resistor “reage” à corrente elétrica simplesmente impondo uma resistência à sua passagem, o memristor consegue se “lembrar” da última corrente que passou por ele porque ele altera sua própria resistência a cada passagem da energia.

Há tempos os cientistas sonham em usar esse efeito memória para criar circuitos similares às conexões existentes entre as sinapses cerebrais.

“No longo prazo, nosso objetivo é transferir a plasticidade sináptica para os circuitos eletrônicos. Nós poderemos até mesmo recriar eletronicamente as habilidades cognitivas,” confirma Kohlstedt.

Computadores que aprendem

O que os pesquisadores planejam agora é construir comportamentos mais complexos, criando módulos de uma rede neural em hardware que de fato aprenda com os impulsos que receber.

Segundo eles, uma primeira aplicação prática estaria no reconhecimento de padrões, algo muito difícil de programar nos computadores atuais.

Mas, no longo prazo, a esperada criação de habilidades cognitivas em circuitos eletrônicos poderão criar computadores que não serão avaliados mais apenas pela velocidade com que conseguem realizar cálculos, mas pela sua capacidade de aprendizado.

O memristor, o componente eletrônico com memória, foi teorizado pelo cientista Leon Chua, em 1971.

Mas o primeiro memristor prático só foi construído em 2005, nos laboratórios da HP, e os cientistas conseguiram entender realmente seu funcionamento apenas no ano passado.

Veja a notícia na íntegra.

Fonte: inovacaotecnologica.com.br

 

See ya!!!


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